O esgotamento do modelo atual de trabalho e o desafio de construir culturas de bem-estar mais humanas
- Instituto Kaz
- 5 de jan.
- 2 min de leitura

Quando falamos em Cultura de Bem-Estar, existe um descompasso importante entre intenção e prática.
Pesquisas mostram que 𝟖𝟎% das empresas afirmam reconhecer a importância do tema, mas apenas 𝟏𝟗% conseguem transformar esse discurso em um ambiente de trabalho consistente.
(Dados de pesquisas conduzidas por Jan-Emmanuel De Neve, Universidade de Oxford)
Isso ajuda a explicar por que discussões como a da jornada 6x1 ganham tanta força: elas não surgem do nada — são consequência de modelos de trabalho que já não dão conta da realidade atual.
Na maioria das organizações, o problema não é falta de informação.
É dificuldade de sair do discurso e fazer mudanças estruturais.
Os impactos aparecem de forma clara:
▪️ Somente 𝟐𝟏% das pessoas se sentem engajadas no trabalho
▪️ A perda global associada ao baixo engajamento chega a 𝐔𝐒$ 𝟖,𝟖 𝐭𝐫𝐢𝐥𝐡𝐨̃𝐞𝐬 por ano (Gallup)
Falar em bem-estar não é sinônimo de oferecer ações pontuais ou benefícios isolados.
O ponto central é repensar como o trabalho está organizado.
Alguns elementos aparecem de forma recorrente quando falamos em culturas mais saudáveis:
Ambientes com segurança psicológica
Flexibilidade real nos modelos de trabalho
Menos burocracia e menos complexidade desnecessária
Aprendizado contínuo como parte da rotina
Tecnologia a serviço do humano — e não como fonte de sobrecarga
Hoje, muitas empresas operam em um estado de Pseudo-Produtividade:
Agenda cheia, energia drenada e pouco impacto sustentável.
Talvez a pergunta mais relevante não seja se o modelo atual está esgotado.
Isso já está claro.
A pergunta que fica é: o que está sendo feito, na prática, para redesenhar o trabalho de forma mais humana e eficaz?
Leitura recomendada: Por que 80% das empresas fracassam ao construir culturas de bem-estar, por Renata Rivetti — Exame, disponível em: https://lnkd.in/dxdMHaWp

Mestre em Psicologia, Especialista em Psicologia Positiva, Felicidade Corporativa e certificada como CHO ( Chief Happiness Officer). Profissional com mais de 20 anos de experiência na área de Gestão de Pessoas, com foco em desenvolvimento humano organizacional atuando em empresas nacionais e multinacionais de médio e grande porte. Mais de 10 anos de experiência em cargos de liderança, atuando em implantações, projetos e programas de Gestão de Pessoas. Sólida experiência em todos os subsistemas de Recursos Humanos, principalmente em Desenvolvimento Humano Organizacional, Cultura e Educação Corporativa. Certificação internacional no Modelo Barrett para diagnóstico e evolução da Cultura Organizacional, pelo BVC (Barrett Values Center). Professora de cursos de graduação e pós-graduação.
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